AMIZADES DURADOURAS: Entenda através da ciência a Intensidade das amizades construídas na infância e adolescência que atravessam anos



AMIZADES DURADOURAS: 

Entenda através da ciência a Intensidade das amizades construídas na infância e adolescência que atravessam anos


Essa sensação familiar e intensa que sentimos em amizades da infância e adolescência tem explicações profundas na psicologia, psicanálise e neurociência. Vamos entender os principais fatores que contribuem para isso:

1. Psicologia: Fases do desenvolvimento humano

De acordo com Erik Erikson, as amizades na infância e adolescência são formadas durante fases cruciais do desenvolvimento emocional e social. Essas etapas têm como foco:

  • Infância: Construção da confiança e segurança emocional. Amizades dessa fase frequentemente têm bases mais puras, pois não há interesses externos envolvidos, apenas uma troca emocional genuína.
  • Adolescência: Essa é a fase de busca por identidade e pertencimento. Os amigos desempenham um papel importante para ajudar a moldar quem somos. A intensidade das amizades nessa fase está relacionada à necessidade de aceitação e cumplicidade enquanto se constrói a identidade.

Essas relações criam vínculos emocionais profundos, que ficam armazenados como memórias positivas e reconfortantes.


2. Psicanálise: A noção de pertencimento e o afeto primitivo

Na psicanálise, Sigmund Freud destacava que as relações que formamos na infância são moldadas pelos nossos primeiros vínculos com a família e figuras de apego. Quando fazemos amigos nessa fase, projetamos neles elementos do nosso inconsciente familiar, o que explica o "sabor de família". Além disso:

  • Amigos como extensões familiares: Essas amizades são construídas em um momento em que nossa capacidade emocional está mais aberta e vulnerável, permitindo um maior fluxo de confiança e afeto.
  • Memórias afetivas: O carinho e as brincadeiras da infância estão ligados a um estado de "prazer primitivo", que é resgatado quando reencontramos esses amigos.

3. Neurociência: A plasticidade cerebral e as memórias afetivas

Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro na infância e adolescência é altamente moldável devido à plasticidade cerebral. Isso significa que:

  • Conexões emocionais intensas: Durante essas fases, nosso sistema límbico (responsável pelas emoções) é mais ativo, criando memórias afetivas duradouras. O hipocampo armazena essas experiências como momentos de "segurança e pertencimento".
  • Liberação de dopamina e oxitocina: A sensação de acolhimento e alegria ao formar amizades na infância está associada à liberação desses neurotransmissores, que reforçam o vínculo emocional.
  • Rede de memória emocional: Amizades antigas ativam partes do cérebro associadas à nostalgia e ao conforto emocional, o que explica o "sentir-se em casa".

Por que as amizades adultas são diferentes?

  • Experiências vividas: Na fase adulta, somos mais seletivos e desconfiados devido a vivências negativas ou decepções.
  • Foco em responsabilidades: Trabalho, família e outros compromissos tornam as relações menos espontâneas.
  • Menor plasticidade cerebral: A intensidade emocional das conexões diminui, pois o cérebro está menos propenso a criar memórias afetivas profundas como na infância.

Conclusão: Um laço eterno

Amizades da infância e adolescência têm uma essência única porque se formam em períodos de vulnerabilidade, descoberta e intensa conexão emocional. A psicologia explica isso pela importância do desenvolvimento social nessas fases, a psicanálise associa à projeção de vínculos familiares, e a neurociência aponta para as bases cerebrais que tornam essas memórias tão marcantes.

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Fontes:

  • Psicologia do Desenvolvimento:
    • Erik Erikson: "Infância e Sociedade" (obra clássica sobre as fases do desenvolvimento psicossocial)
    • Jean Piaget: "A Psicologia da Criança" (estudos sobre o desenvolvimento cognitivo infantil)
  • Psicanálise:
    • Sigmund Freud: "Obras Completas" (especialmente textos sobre a teoria do apego e desenvolvimento psicossexual)
    • Donald Winnicott: "O Brincar e a Realidade" (aborda a importância das experiências iniciais na formação da personalidade)
  • Neurociência:
    • Antonio Damasio: "O Erro de Descartes" (explora a relação entre emoção e razão no cérebro)
    • Joseph LeDoux: "O Cérebro Emocional" (investiga os mecanismos neurais das emoções)


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